A Cemig anunciou no final de 2009 a concretização do aumento de participação na distibuidora Light, que atua no Rio de Janeiro. Para isso, a estatal mineira acertou a compra das ações que a Andrade Gutierrez e a Equatorial detinham na RME, que é a controladora da concessionária. O fechamento completo da operação, estimada em cerca de R$1,6 bilhão, ocorrerá após eventuais aprovações necessárias.
Para a aquisição dessa participação na Light, será constituída uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), em conjunto com um Fundo de Investimento de Participações (FIP), tendo a Cemig participação minoritária. Essa SPE deterá, ao final da reestruturação, até 26,06% de participação na Light , permanecendo a Cemig e a Luce com suas participações originais, de 13,03% cada, diretamente na Light. Essa SPE será o veículo de investimento criado para permitir esta aquisição, semelhante à estrutura adotada para aquisição da Terna, sem afetar o fluxo de caixa ou o pagamento de dividendos da Cemig. Antes do anúncio da aquisição, a Cemig possuía uma participação indireta de 13,03% no capital da Light.
A aquisição direta ou indireta das parcelas da Light em poder da Andrade Gutierrez (13,03%) e da Equatorial (13,03%) será ao preço aproximado de R$29,54 por ação, as quais serão pagas após eventuais aprovações necessárias, bem como após a reorganização societária da Equatorial. Futuramente, como permitido no acordo de compra e venda, a Cemig tem a opção de transferir as participações adquiridas para uma companhia afiliada criada especificamente para essa aquisição, na qual a Cemig será acionista minoritária, em parceria com um FIP.
Segundo comunicado da Cemig, por meio dessa estrutura, criada exclusivamente para a operação, será possível garantir um menor dispêndio de recursos próprios na aquisição da parcela adicional na Light, agregando valor para seus acionistas e sem alterar sua política de dividendos, que prevê o pagamento de dividendos anuais mínimos equivalentes a 50% do lucro líquido consolidado. A taxa real anual de retorno é de 11% para os acionistas e ganhos adicionais serão derivados de aprimoramentos futuros na eficiência operacional.
Para o presidente do Conselho Administrativo da Cemig, Sérgio Barroso, essa aquisição representa um passo adiante na implementação da estratégia definida pelo Plano Diretor. “Iniciamos o crescimento da empresa além das fronteiras de Minas Gerais em 2005 e hoje já temos negócios em 20 Estados brasileiros e no Chile. A Light representa uma excelente oportunidade de investimento para a Cemig e seus acionistas, sendo realizada através de uma estrutura criativa que garante a solidez financeira da companhia”, afirma.